Taxa de Esforço: tudo o que precisas de saber

Certamente já deves ter ouvido falar deste termo. Mas sabes o que é a chamada Taxa de Esforço? No WiZink, facilitamos-te a vida e explicamos-te tudo. Por isso, não percas tempo.

Taxa de esforço: tudo o que precisas de saber

22 Abril 2024

O que é a Taxa de Esforço?

A Taxa de Esforço, no contexto financeiro, refere-se à proporção do rendimento mensal líquido, de uma pessoa ou agregado familiar, dedicada ao pagamento de determinados compromissos financeiros, como financiamentos e empréstimos.
Por outras palavras, a Taxa de Esforço é utilizada para avaliar a capacidade de pagamento de créditos/empréstimos, assim como avaliar a atribuição de um cartão de crédito. Portanto, diz respeito à capacidade de uma pessoa para cumprir os seus compromissos financeiros que tenha atualmente ou de um produto financeiro que deseja obter.
Assim, se a taxa de esforço for muito elevada, significa que uma parte excessiva do rendimento é dedicada ao pagamento da dívida, dificultando a realização de outros objetivos financeiros, como a poupança ou o gasto num bem necessário ou desejado.

Como calcular a Taxa de Esforço?

Primeiro, identifica o teu rendimento mensal líquido, somando o teu salário e outros rendimentos adicionais, como rendas ou pensões. Segundo, identifica o montante da prestação mensal que gastas ou gastarias para pagar uma determinada dívida.
Tens os dois dados? Então, divide esta despesa mensal pelo teu rendimento mensal total e multiplica o resultado por 100 para obteres uma percentagem.
Vejamos a fórmula:
Taxa de Esforço = (despesa mensal com a obrigação financeira / rendimento mensal líquido total) x 100.

E agora um exemplo prático:
Imagina que o teu rendimento mensal é de 2.400€ líquidos e que gastas 800€ na prestação de um crédito pessoal. A fórmula neste caso seria:
Taxa de Esforço = (800€ / 2.400€) x 100.
O resultado é 33,3%. Esta seria a tua taxa de esforço.
A partir daí, podes avaliar se é excessiva ou não e, consequentemente, tomar decisões financeiras com o objetivo de manteres ou melhorares a situação. Neste sentido, o cálculo da taxa de esforço permite-te conheceres melhor as tuas finanças.

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A Taxa de Esforço é utilizada para avaliar a capacidade de pagamento de créditos/empréstimos

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Qual é a Taxa de Esforço ideal?

Os peritos financeiros afirmam que a taxa de esforço deve situar-se entre os 25 e 35%. Ou seja, o pagamento de todas as tuas obrigações financeiras não deveria exceder esta percentagem do teu rendimento mensal total.
No entanto, é preciso ter em conta que alguns fatores podem fazer variar a referência desta percentagem. Por exemplo, não é o mesmo ter uma taxa de esforço de um 30% com um rendimento mensal total de 1.200€ do que com um rendimento mensal total de 10.000€. Neste último caso, o montante que sobra depois de pagos os compromissos financeiros, permite uma vida confortável e sem problemas.
Por outro lado, devem ser tidas em conta outras despesas, que podem sufocar ou aliviar a pressão sobre as finanças globais.
É igualmente importante ter em conta os objetivos financeiros individuais, tais como os objetivos de poupança, os riscos específicos de cada pessoa e a probabilidade de ter de fazer face a despesas de emergência, entre outros.
Em resumo, embora exista uma percentagem de taxa de esforço de referência, cada pessoa deve efetuar um estudo detalhado das suas finanças para determinar qual é a percentagem ideal para si ou para o seu agregado familiar.

O que é a Taxa de Esforço máxima?

Não existe uma taxa de esforço máxima definida por lei. Em todo o caso, o Banco de Portugal recomenda que a taxa de esforço não ultrapasse os 35%. Isto significa que as despesas com prestações de crédito não devem ultrapassar mais de 35% do teu rendimento mensal. Uma taxa de esforço acima desta média pode seriamente comprometer o teu poder de poupança e as tuas finanças pessoais.
No caso de créditos de montante muito elevados, como o crédito à habitação, por exemplo, existe alguma liberdade para que a taxa de esforço alcance valores superiores a 35%. No entanto, ainda de acordo com o Banco de Portugal, é recomendável que os bancos não concedam crédito que resulte numa taxa de esforço superior a 50%.

Como manter uma boa Taxa de Esforço?

Para evitares atingir uma taxa de esforço muito alta e manteres-te próximo da tua taxa de esforço ideal, é necessário seguir uma série de conselhos importantes.
Por exemplo, elaborar um orçamento pormenorizado que te permita conhecer as tuas receitas e despesas na palma da tua mão. Informação é poder.
Também é uma boa ideia definir objetivos financeiros claros que te permitam ajustar o orçamento para os cumprires e manteres num nível saudável. Isto também te vai ajudar a não te endividares acima das tuas possibilidades.
E por falar em dívidas, não te esqueças de pagar as tuas prestações a tempo para evitares juros adicionais que aumentam a dívida e serão responsáveis pelo aumento da sua taxa de esforço.
A isto deve juntar-se uma boa responsabilidade financeira na utilização do teu cartão de crédito e no pedido de créditos pessoais. Avalia e prioriza bem as tuas necessidades face à tua capacidade de endividamento. Nunca te esqueças de que terás de pagá-los de volta. Cuida do teu futuro.
Por fim, aprende mais sobre as taxas de juros, a TAN e a TAEG, o prazo de amortização ou a análise de risco, vai permitir-te tomar melhores decisões.
Nós vamos continuar aqui para te ajudar a conseguir!